
Nos próximos anos, o mercado de roupas usadas crescerá mais rápido que o mercado de luxo. Segundo a consultora Boston Consulting, o mercado de segunda mão promete aumentar cerca de 12% ao ano, passando de 25 bilhões de dólares em 2018 para 36 bilhões em 2021.
De acordo uma pesquisa realizada pela ThredUp, nos últimos quatro anos o mercado de roupas usadas cresceu 21 vezes mais rápida do que o convencional.
O relatório de diversas pesquisas apontam que a geração milénio tem uma preocupação maior com impactos ambientais, sociais e analisam o histórico e propósito das marcas antes de realizarem uma compra. Além disso, pesquisas também apontam que 73% dos consumidores millenials estão dispostos a pagar mais caro por um produto que seja sustentável.
Pensando nesse crescimento acelerado e na preocupação atual com o meio ambiente, o questionamento sobre o futuro das fast fashion vem a tona. O termo fast fashion foi um conceito que surgiu no começo dos ano 2000, e que possui uma produção agressiva, oferecendo tendências e preços competitivos.
Como fica esse mercado?
No ano passado, a notícia sobre a Forever 21 ter entrado com um pedido de falência viralizou, e acionou a dúvida sobre o destino das fast fashion. Para marcas que trabalham com esse sistema de produção, a preocupação com a sustentabilidade pode ser um obstáculo, pois esses negócios são construídos em torno de novidades e com preços baratos, ou seja, a utilização de recursos mais baratos é muito maior, e o uso de materiais sintéticos também. Além, da necessidade de produção acelerada, para seguir tendências.
Anos atrás a estratégia com o marketing ambiental era o suficiente para acalmar os consumidores, hoje, no entanto, a industria precisa ir além da divulgação de responsabilidade ecológica. É necessário comprovar seus feitos, e buscar saídas conscientes.
Para os comerciantes varejistas a aposta é trabalhar com transparência e ética na hora de fazer o negócio, além disto, é importante entender as oportunidades na revolução digital e novos hábitos dos consumidores. E assim, tentar aplica-lo ao seu negocio.
Outras alternativas
Grandes marcas já estão buscando alternativas para participar do mercado sustentável, a American Eagle já lançou um sistema de aluguel de roupas. Com um preço de US $ 49,95 ao mês, os clientes podem alugar até três itens por vez e fazer um número ilimitado de trocas. Os envios não são cobrados, e a limpeza a seco é gratuita. Se caso os clientes gostarem de alguma peça, eles poderão comprá-las com um desconto de 25% ou mais.
Já a rede de fast fashion sueca H & M anunciou que começará a vender roupas usadas, através da sua marca & Other stories. A empresa informou que planeja expandir para outros mercados e outras marcas do grupo nos próximos anos.
Uma boa alternativa, não é mesmo?
Segundo o relatório da ThredUP, uma das previsões para 2028, é que o mercado de roupas usadas alcance 68 bilhões, enquanto a fast fashion ficaria e 44 bilhões. Analisando o cenário, prevê-se que o setor de vestuário necessita encontrar formas de reciclar e reduzir seu consumo.
Como você identifica esses dois mercados no futuro? Conta aqui para a gente.



