Armário cápsula: como criar (e usar) o ideal para seu estilo de vida?

Redação Repassa

Confira a conversa que tivemos com nossa reparceira, Vica Escobar, e se inspire no desafio do guarda-roupa funcional 

Um pouquinho de história da moda e história do armário cápsula: 

O conceito de armário cápsula não é de hoje. O termo surgiu na década de 70 com o nome “Capsule Wardrobe”, tradução do mesmo termo em inglês, pela estilista e dona de uma boutique em Londres, chamada Susie Faux. Foi ela que arrematou o uso da expressão para as compras de itens de vestuário essenciais. Ou seja, que teriam utilidade prolongada, independente da época do ano.  

Mais tarde, já em 1985, o termo também foi usado pela estilista (e já conhecida) Donna Karan, com a criação da primeira coleção cápsula, intitulada “Seven Easy Pieces”, que eram peças que combinavam entre si. Daí em diante, o termo popularizou-se ainda mais. 

Corta para 2020 e, com as mudanças de comportamentos das pessoas, além da preocupação ambiental, social e humanitária, o estilo de vida voltado para o uso armário cápsula foi ganhando força. Para além da quantidade reduzida de peças, o pensamento que estimula o guarda-roupa funcional vem para enfatizar a escolha de itens que sejam práticos, versáteis e que permitam possibilidades de uso de uma forma eficiente.  

O match ideal entre armário cápsula e consumo consciente 

Como vocês sabem, aqui no Repassa, acreditamos que o estímulo à moda circular é contínuo. E nossas reparceiras, como carinhosamente chamamos nossas influenciadoras digitais, também têm o compromisso de transmitir essa mensagem.  

Por isso, conversamos com a Vitória Escobar, conhecida como Vica Escobar no Instagram. Aqui, ela nos conta tudo sobre como criou o chamado “ViCápsula”, em trocadilho com seu próprio nome, e a conexão que fez com os itens de vestuário com sua própria personalidade e estilo de vida. 

Confirtrechoda entrevista abaixo: 

Repassa: Vi, quais foram suas inspirações para começar o ViCápsula? 

Vica:  A ideia nasceu da tentativa de me reencontrar com meu guarda-roupa, de uma forma que todas as roupas conversassem comigo e expressassem o que realmente quero transmitir. Foi uma forma que encontrei de respeitar o meu estilo, mas também respeitar as roupas que eu utilizo diariamente e as roupas que eu comprei e que não fazem mais sentido estarem comigo. 

Re: Quais foram suas descobertas internas e externas durante o processo de montagem do armário cápsula? 

Vi: O processo se mesclou com meu descobrimento pessoal de estilo e do que quero expressar para o mundo. Foi um autoconhecimento!  

Acredito que a roupa foi feita para ser usada e podemos utilizá-las de várias formas diferentes. Tem que perdurar, tem que valer o valor que foi pago. Tem que vir de algo que não foi de trabalho escravo. Tem muito a ver com seus ideais e com o que você quer para sua vida. Vai muito além do número de peças. 

Re: Como são suas roupas hoje em dia e como escolheu as peças ideias para manter no guarda-roupa? 

Vi: Penso muito em peças funcionais, que se adaptam a diferentes eventos, do trabalho ao barzinho. Mas tenho uma estratégia: no meu guarda-roupa, eu consigo ver minhas peças e todos os cabides estão virados para o mesmo lado. Quando uso, eu troco o cabide de lado. 

Chega no final do mês, as peças que eu não troquei de lado, eu analiso: é por que eu não tive oportunidade de usar ou é por que eu não combino mais com essa peça? Essa peça não faz mais sentido na minha vida? Normalmente, o que não faz mais sentido: ou eu repasso ou eu doo. 

Re: E para onde foram suas peças? O que mudou? 

Vi: Separei duas malas pequenas para doações e outras roupas para serem revendidas no Repassa. Foi difícil, dá até para ver no vídeo… (risos). Mandei seis sacolas para o Repassa! 

Notei, quando fui encher a Sacola [do Bem] que tinham peças com etiqueta, totalmente sem uso. Foi importante perceber que gastei tanto com o guarda-roupa que estava ali parado. Hoje, gasto bem menos dinheiro, prezo muito mais pela qualidade das minhas roupas. E prezo também pelos acessórios, como uma bolsa, que nunca fui muito de usar. 

Ao todo, estou com 112 peças, não incluindo roupas íntimas, acessórios e sapatos. 

Re: Qual mensagem você diria para quem também deseja criar seu próprio armário cápsula? 

Vi: Eu diria que tem que ser feito, tem que se jogar. Eu demorei muito para fazer.  

O processo de você revisar todas suas roupas é muito além de apenas isso. Você pode fazer até uma viagem ao passado e lembrar de vários momentos por causa das suas peças de roupa. E você consegue fazer uma visualização temporal de quem você foi, de quem você é e do que funciona agora para você. É um autoconhecimento muito grande. A gente acha que não vai sair isso de “roupas”, mas sai. 

Re: E para quem for comprar as peças da sua vitrine no Repassa? 

Vi: Existem muitas peças que estão lá que são muito básicas e, por isso, primordiais para o armário cápsula. Acho que tem que ter peças que funcionem com várias coisas. E ao mesmo tempo, eu acho que é importante ter peças que chamem um pouco de atenção, que sejam curingas. 

Quero incentivar a quem comprar minhas peças no Repassa que as use de várias formas. Foque realmente no que precisa, tenha algumas peças mais chamativas, mas que também funcionem bem dentro de um look básico. É [o fato de] você ter uma outra relação com suas roupas, com seu guarda-roupa e com você mesma. 

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