Você provavelmente já conhece o Calendário do Advento, aquela contagem regressiva para o Natal em que cada dia traz uma surpresa especial.

Minha proposta para este mês é criar um calendário temático de filmes, com sugestões para você descobrir e assistir neste fim de ano. Teremos um filme por semana, além de algumas opções extras para fechar com chave de ouro! 

Então, senta que lá vem filme. 

O Natal é um momento de esperança, união e reflexão. O filme “It’s a Wonderful Life” se destaca como um clássico natalino que, de forma simples e envolvente, captura a essência e o significado dessa época especial. 

O protagonista, George Bailey, interpretado por James Stewart, é um personagem que facilmente podemos nos identificar: um homem perto dos seus 30 anos, preocupado com o seu futuro e com o que não conseguiu realizar em sua vida. Uma pessoa com grandes sonhos, sabia desde pequeno que queria construir grandes edifícios e pontes, ajudar as pessoas, ter dinheiro e explorar o mundo.

Porém, conforme você cresce, as responsabilidades aparecem e ele se viu preso em uma vida oposta àquilo que sempre quis. George focava apenas nos aspectos negativos da vida, nas metas que não alcançou, e isso foi pouco a pouco alimentando sua frustração e o mergulhando em depressão. O filme deixa bem claro a necessidade do personagem de querer cumprir os seus deveres, ser um bom cidadão perante os outros, e por isso, deixa de lado seus desejos e vontades.  

*Vale lembrar que a trama principal se passa no período pós-Segunda Guerra Mundial, uma época marcada por um tom sombrio. Muitas pessoas haviam lutado na guerra ou perdido entes queridos e estavam tentando se adaptar a uma nova realidade, lidando com os fantasmas do passado e os traumas vividos. Além disso, as condições financeiras de grande parte da população haviam piorado significativamente. O filme captura com precisão esse clima de angústia e tensão que permeava a sociedade da época. 

Gosto muito desse filme pelo fato de eu estar chegando perto dos 30 e não ter conseguido alcançar tudo que eu planejei. Muitas vezes, ficamos presos nesses pensamentos negativos que esquecemos de olhar ao redor e enxergar aquilo que de fato alcançamos.

A vida não funciona de forma exata e calculada, ela vive em constante mudança e temos que aprender a viver com isso e tirar o que for de bom dela. É preciso lidar com os imprevistos, mesmo que aquilo nos guie para uma direção oposta do esperado, é certeza que existem coisas boas neste novo caminho.  

It’s a Wonderful Life” é um filme previsível; desde o início, especialmente após ler a sinopse, é fácil imaginar o desfecho. No entanto, a maneira como a história é conduzida e como o protagonista é apresentado cativa o espectador, fazendo com que você queira assistir até o final, mesmo já sabendo o resultado. Estamos tão acostumados com filmes estilo Netflix — rápidos e superficiais — que um longa mais lento e aprofundado pode até causar estranhamento. Mas cada minuto valeu a pena, pois o filme trouxe aquela sensação acolhedora e reconfortante que o Natal é capaz de proporcionar. 

Recomendo não ler a sinopse do filme e só assisti-lo, pois a experiência vai ser muito mais divertida! (Pra ser bem sincera, se eu fosse você eu não leria a sinopse de nenhum filme, é bem mais interessante assistir um filme no total escuro, sem expectativas do que pode ou não acontecer. Suas emoções são mais reais e intensas!) 

It’s a Wonderful Life disponível no Prime Video, via canal Looke.

Alguns filmes neste mesmo estilo pra vocês assistirem: 

Disponível no Prime Vídeo 

Disponível na Apple Tv 

Até o próximo filme! 


Outubro chegou e eu já estou pronta para reassistir “Abracadabra” pela milésima vez no dia 31.  

Como eu comentei no meu último post, o meu gênero favorito é terror, sem sombra de dúvidas. Desde pequena, eu tinha o costume de assistir a esses filmes que passavam no Telecine.

Lembro de clássicos como O Grito, O Chamado, Atividade Paranormal e vários outros da época. Eu tinha, em torno de uns 12 anos, morria de medo, não ia nem no banheiro sozinha, mesmo assim, adorava a sensação que o filme gerava em mim, aquela adrenalina tomando o meu corpo, o coração acelerado toda vez que uma música tensa tocava. E é claro, assistia todos durante o dia, pois na minha cabeça, nada de ruim aconteceria à luz do dia.

Mas, obviamente, o medo sempre estava lá.  

Uma das formas que eu encontrava para lidar com o pavor era tentar entender o motivo pelo qual o vilão estava atacando. E, em muitos casos, eu até acabava sentindo pena.

O Chamado é um ótimo exemplo disso. Quando a gente para pra analisar a história da Samara, a vilã do filme, percebe que a raiva dela vem de ter sido abandonada pelos pais, e depois jogada num poço pela nova família. No fundo, o que ela queria era se sentir acolhida e amada, mas o trauma fez com que ela buscasse vingança. 

No entanto, é claro, sei que tem muita gente que prefere não pensar dessa forma, já que pode estragar a graça do filme, mas naquela época era o que me ajudava.  

Outra coisa que me fazia morrer de medo quando criança, era assistir os filmes de terror japonês, aqueles, com certeza, me faziam não dormir a noite, talvez até por gerarem mais estranheza que os filmes mais populares norte-americanos.

Atividade Paranormal em Tóquio era um deles, lembro de uma cena na qual a pessoa que está possuída é cadeirante, mas em uma noite ela se levanta e começa a descer as escadas de uma forma macabra.  

Os anos se passaram e meu gosto por filmes de terror só aumentou. Por isso, hoje, ao invés de dar a minha opinião sobre um filme, vou indicar uma lista dos meus favoritos que vale a pena assistir! 

Então, senta que lá vem filme: 

1. The Menu

Disponível no Disney Plus 

2. Midsommar

Disponível no MGM (Canal Prime) 

3. The Lighthouse

Disponível no Prime 

4. Hereditário

Disponível na Netflix 

5. Invocação do Mal

Disponível no HBO MAX 

6. A Bruxa

Disponível na Netflix 

7. Us

Disponível no Prime 

Extras que adoro: 

Apesar de não ser filme, sou apaixonada pela série “A Maldição” da Netflix, criada por Mike Flanagan. Composta por duas histórias independentes – ‘A Maldição da Residência Hill’ e ‘A Maldição da Mansão Bly’ – ambas têm seu enredo voltado para uma mansão e os segredos sombrios escondidos nelas. Posso garantir que você vai querer maratonar de uma vez só!  


É quase impossível encontrar alguém que nunca tenha assistido a um filme, certo? Seja para relaxar após um dia cansativo, se divertir com amigos ou simplesmente pelo prazer de assistir, todos já passaram pela experiência de mergulhar em uma história na tela. 

Eu sou todas as opções, minha paixão pelo cinema vem desde pequena, talvez por eu ter crescido vendo meus pais assistirem filmes dos mais variados gêneros. 

Acho que todos vão concordar comigo que a melhor parte de assistir um filme é se sentir imerso naquele universo, você acreditar nas cenas, sentir cada emoção, positiva ou negativamente. Eu, por exemplo, adoro filmes de terror (psicológicos e de possessões), gosto de sentir aquela sensação de nervosismo e medo que o filme traz, mesmo dormindo de luz acessa no final do dia.  

Nesta coluna, meu objetivo é compartilhar de forma leve e pessoal minhas impressões sobre os filmes que assisto, além de dar indicações extras no final para quem, assim como eu, ama cinema. 

Então, senta que lá vem filme

Hoje vou contar minha experiência assistindo a comédia romântica Manequim, de Michael Gottlieb, lançado em 1987. 

Adaptação de Vênus, Deusa do amor (de William A. Seiter, 1948), Manequim conta a história de um homem, Jonathan Switcher, que depois de passar de emprego em emprego, sem sucesso, salva a vida de uma senhora que acaba lhe oferecendo um emprego na loja de departamento, na qual ela é a dona.

Um de seus vários trabalhos foi como montador de manequins, onde ele constrói um que, em suas palavras, era sua obra de arte, mas logo em seguida é demitido, tendo que ser afastado a força de sua obra prima.

Mas, quando consegue o trabalho na loja de departamento, ele se depara com a sua criação e entendemos que ele está apaixonado por ela. Em uma das noites de trabalho, Jonathan está arrumando a vitrine, quando de repente a manequim cria vida, com a atriz Kim Cattrall em seu papel como Emmy. 

Convenhamos que a história é bem maluca, basicamente um cara se apaixona por uma manequim e ela cria vida apenas na sua frente, porém as pessoas podem ouvi-la, o que torna as cenas bem mais estranhas. Imagina que você está trabalhando e escuta um de seus colegas de trabalho conversando com uma garota no banheiro, mas quando você entra no local, se depara com o homem abraçado a um manequim. Até você acharia que está enlouquecendo.  

Mas para contextualizar, acho legal que o filme traz uma leve explicação do porquê a manequim ganha vida.

Para ser um pouco mais crível, a moça em questão, Emmy, nasceu no Egito, há séculos atrás e estava prestes a se casar com um homem que ela não amava. Então, após pedir para os deuses, é concedido para ela o desejo de poder continuar viva por anos até que encontre alguém que ela realmente ame ou que ela consiga realizar tudo que tem vontade. Porém, a condição que podemos ver no filme é que ela só aparece para o homem que ela escolhe.

Tem momentos no mês que gosto de assistir filmes leves, que cumpram o papel de me entreter e me façam esquecer dos problemas diários por algumas horas. Este é um deles.

O romance entre os dois principais é muito divertido e bizarro, já que, em muitas cenas, podemos ver ele abraçando e beijando um manequim. Sem contar as cenas em que vemos a criatividade dos dois ao criar vitrines maravilhosas e até um pouco inacreditáveis para a loja de departamento.

Para alguém que trabalha com marketing e moda, é muito bom assistir esses momentos. Como exemplo, para vocês entenderem o que estou falando, uma das vitrines montadas representa a correria da vida, você acordar atrasado para o trabalho e não ter tempo de se vestir ou ter que colocar a roupa correndo. Os manequins não estão todos vestidos e vemos até a frente de um ônibus bem realista no meio da vitrine.  

Essas cenas criativas fazem de Manequim um filme leve e cheio de charme, que te faz rir pela bizarrice e se encantar pela fantasia. 

Extras que adoro: 

Este filme, assim como Grease: Nos tempos da brilhantina (1978), para quem já assistiu, possui uma abertura animada antes do filme começar. Nela você consegue ver todos os homens que a Emmy já conheceu através dos anos, homens importantes para a história. Tudo numa forma bem lúdica e engraçada. 

Onde assistir Manequim: Amazon Prime Video

Você também pode gostar de: Pretty In Pink

Também disponível no Amazon Prime Video, é uma indicação de comédia romântica com o mesmo ator (e um dos meus filmes preferidos!) 

Até o próximo filme,

Thais.