A Nova Geração de Modelos

As marcas de moda sempre foram acusadas de descriminação em relação à escolha de modelos que não representam nem 1/3 da sociedade. Por mais que muitas marcas idealizem um público alvo da alta sociedade, o uso das modelos e o incentivo de manter aquele padrão de beleza inatingível é um absurdo. Mas para entendermos os padrões de beleza usados pela indústria da moda, é necessário entender a origem da “modelo”.

Charles Worth foi o primeiro a possuir sua própria confecção de alta costura, com peças feitas sob medida para clientes com muito dinheiro. Sua mulher, Marie Vernet, foi sua manequim por um tempo e teve a idéia de treinar moças humildes, ensinando os modos das mulheres ricas da época para que a clientela de seu marido pudesse se identificar com elas. As clientes de Worth eram mulheres brancas, e ricas, por isso as modelos tinham de ser parecidas com elas, e esse padrão seguiu sendo o mesmo até os dias de hoje.

Porém é notável que a mudança seja mais que necessária e está vindo como uma onda, e muito bem recebida pelas novas gerações.

frase

Desde a chegada da internet, os padrões de beleza começaram a mudar, e a diversidade a ser aceita pelas gerações mais recentes. O que fez com que as críticas sobre a escolha dos castings para desfiles e campanhas crescesse de tal modo, que hoje já existem agencias de modelo especializadas em pessoas com características, idades e pesos diferentes das que estamos acostumados a ver.

Além disso, muitos modelos estão fazendo sucesso especialmente por suas belezas nada comum no mundo na moda, mas lindos no dia a dia. Há transexuais, plus size e portadores de vitiligo, entre outros! E ainda tem os que se destacam por lutarem para que mais e mais pessoas se sintam aceitas e representadas.

Com a ferramenta do Instagram, surgiu uma nova categoria de modelos, “A internet mudou toda a regra do jogo. Às vezes, uma pessoa legal no Instagram tem um magnetismo muito maior do que uma modelo de agência tradicional”, como disse Thaís Mendes da SQUAD Agency.

revistas

Sabendo disso, a revista ELLE colocou na capa de uma edição a blogueira Juliana Romano, que em entrevista citou  “Como pode a moda, que é tão inovadora em tantos aspectos, ainda ser tão conservadora quando se fala de diversidade?”

As marcas que estão aderindo a diversidade ao seus desfiles, são direcionadas ao publico mais jovem e descontraído, mas com certeza já é um começo! Como pudemos acompanhar, no NYFW muitos estilistas optaram por contratar essa nova geração de modelos, o que fez com que Milão seguisse o mesmo passo. Esperamos que continue assim, e não seja apenas mais uma tendência usada como marketing.

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