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Quem diria que um quadrinho brasileiro, publicado por uma editora independente, se tornaria um longa-metragem produzido por uma produtora igualmente independente? Pois é, Ogiva virou filme – e que filme!

Se você me conhece, já sabe que sou fã da editora Pipoca e Nanquim. Em 2020, eles lançaram a HQ Ogiva, escrita por Bruno Zago e ilustrada por Guilherme Petreca. A história é ambientada em um mundo pós-apocalíptico invadido por monstros gigantes. Após o lançamento de ogivas nucleares numa tentativa desesperada de detê-los, a situação piora, e os monstros acabam se proliferando ainda mais.

A narrativa gira em torno de duas protagonistas incríveis, Pilar e Sara, acompanhadas por coadjuvantes tão cativantes que é impossível não se apaixonar.

Agora que você já conhece o universo da HQ, vamos falar do FILME.

A Produtora Monolito, encantada com a obra, entrou em contato com a Pipoca e Nanquim para sugerir a produção de um curta baseado na HQ. Depois de desenvolverem um teaser que conquistou o edital Paulo Gustavo de Indaiatuba, eles conseguiram um orçamento inicial para começar a sonhar ainda mais alto.

Unindo forças, a editora e a produtora lançaram uma campanha de financiamento coletivo no Catarse, convocando fãs apaixonados por quadrinhos e cinema brasileiro. O resultado foi histórico: a maior arrecadação de um filme brasileiro na plataforma, somando mais de 450 mil reais arrecadados.

Foi nesse momento que o sonho começou a ganhar forma, evoluindo de um curta para se transformar em um longa-metragem.

Tive o privilégio de acompanhar um dia de filmagem ao lado de outros fãs que adquiriram recompensas incríveis na campanha, além da visita ao set: um sketch original de Guilherme Petreca, desenhista de Ogiva, um pôster teaser do filme autografado pelos autores e membros da equipe de produção e, o melhor de tudo, a oportunidade de estar no set e interagir com os membros da editora, da produtora e os atores – que, aliás, são pessoas maravilhosas.

A experiência de estar num set de cinema foi uma das mais incríveis da minha vida.

Ogiva teve um espaço especial na CCXP24, o maior evento de cultura pop do mundo. O estande contou com uma área instagramável, repleta de elementos usados no filme, que encantou os visitantes. Além disso, o evento recebeu o diretor, o produtor, os criadores da obra e também os atores do longa para uma sessão de autógrafos memorável.

Durante a CCXP, foi vendido o Artbook de Ogiva O Mundo Não É Mais Nosso, o livro reúne imagens do filme, curiosidades dos bastidores e até uma história extra para os fãs mergulharem ainda mais nesse universo.

O cinema brasileiro independente enfrenta um grande desafio: falta de visibilidade e recursos.

Não estamos falando das grandes produções da Globo ou Netflix, mas sim de produtoras independentes, de artistas fora da bolha dos grandes investimentos.

Ver um filme produzido com apenas um terço do orçamento mínimo usual e entregue com tanta maestria é algo que merece aplausos de pé – e foi exatamente o que eu fiz ao assistir “Ogiva O Mundo Não É Mais Nosso” no Cine Marquise.

Vale comentar sobre uma conquista marcante que foi a vitória de Fernanda Torres no Globo de Ouro, premiada por sua atuação no filme “Ainda Estou Aqui”. Este reconhecimento é um símbolo poderoso para o cinema nacional, que muitas vezes luta para conquistar o espaço e o valor que merece.

O Brasil tem histórias incríveis como Ogiva, repletas de criatividade e profundidade, mas que frequentemente são negligenciadas por não seguirem o padrão hollywoodiano. Essa vitória destaca o talento e a qualidade do nosso cinema, provando que ele merece mais atenção e apoio.

Aproveito para convidar vocês a seguirem a Editora Pipoca e Nanquim, a Produtora Monolito, o Artista Guilherme Petreca e os Atores do filme para acompanhar de perto o trabalho inspirador que eles têm feito!

Além disso, não deixem de conferir o trailer do filme e um vídeo especial que mostra a exibição realizada no cinema para os apoiadores do Catarse.

TRAILER: 
https://www.youtube.com/watch?v=7SaKNpUIeBE

CINEMA:
https://www.youtube.com/watch?v=gESbESrQFIs

Editora Pipoca e Nanquim:
@pipocaenanquim 
@alexandrecallari
@zagaiada
@danielgillopes

Artista:
@guilhermepetreca

Produtora Monolito:
@monolito_producoes
@mario.tacach
@cadurosenfeld
@gigigasparetto
@fellerv

Atores:
@sarantunes
@lenitaoliver
@morimeirelles
@danartimos
@odiogomonteiro
@ferreccino
@supercaruso
@thiago.arcari


Quero falar sobre meu diretor favorito, e nada melhor do que aproveitar o mês de Halloween para isso. Vou falar de ninguém menos que Tim Walter Burton, nascido em 25 de agosto de 1958.

Tim é cineasta, produtor, roteirista, escritor, animador e desenhista norte-americano. Seus filmes são marcados por aspectos góticos, fantasiosos, excêntricos e sombrios. Ele costuma trabalhar frequentemente com atores como Johnny Depp, Winona Ryder e Helena Bonham Carter.

Burton iniciou sua carreira como animador e artista conceitual nos estúdios da Walt Disney, logo após se formar no Instituto de Artes da Califórnia. No entanto, seu estilo sombrio e excêntrico não combinava com a abordagem tradicional da Disney na época.

Durante seu tempo na Disney, ele trabalhou em projetos como “O Cão e a Raposa” (1981), “Vincent” (1982) e “Frankenweenie” (1984).

No entanto, sua estreia na direção de longas-metragens foi em 1985 com “Pee-wee’s Big Adventure“, um filme de baixo orçamento que abriu as portas para seu primeiro grande sucesso: a mistura de comédia e terror em “Beetlejuice” (1988).

Recentemente, Burton lançou a sequência desse filme, que está sendo aclamada pela crítica. Beetlejuice Beetlejuice mantém a identidade do primeiro filme, tanto no tom de humor e terror quanto na identidade visual. Eu adorei!

Em seguida, ele dirigiu o blockbuster “Batman” (1989), consolidando ainda mais sua carreira.

Esses primeiros projetos solidificaram o estilo de Tim Burton e o estabeleceram como um dos diretores mais inovadores e originais de Hollywood, unindo temas sombrios com uma sensibilidade fantasiosa e cômica.

Tim Burton, sendo meu diretor favorito, me influenciou diretamente desde a infância: nos meus desenhos, nas minhas preferências de traços, no meu humor e na minha paixão pelo Halloween. Hoje, como profissional, essa influência ainda é muito presente.

Seu estilo gótico, com influências do expressionismo alemão, é marcante, usando cenários surreais e distorcidos para expressar emoções e criar atmosferas perturbadoras. Ele frequentemente utiliza sombras expressivas e contraluz para dar um tom misterioso e melancólico. Sua iluminação é característica e notável em seus filmes.

Meus filmes preferidos dele são Beetlejuice, Edward Mãos de Tesoura, O Estranho Mundo de Jack, Batman e agora Beetlejuice Beetlejuice.

Para quem ainda não conhece Tim Burton, convido vocês a se aventurarem em suas diversas obras.


Na verdade, eu sempre soube ler, mas tinha medo de encarar um livro. Por quê? Nem eu sei ao certo.  

Acreditava que a leitura não era pra mim, que um verdadeiro leitor não se perdia nas linhas ou esquecia o que havia lido em segundos. Mas então entendi que ler, assim como qualquer outra habilidade, é questão de costume, tentativa e erro, além de vontade e persistência

E como eu descobri isso? 

Tudo começou em uma conversa, quando confessei: “Não sei ler.” Foi aí que meu amigo, Flavio Pereira, o famoso Flavitchus, me perguntou: “Por que você não começa com HQs?” 

A minha primeira reação foi rir. Depois, perguntei: “Histórias em quadrinhos? Coisa de criança?” 

Ele, então, me levou à feira da USP, em São Paulo, e colocou nas minhas mãos uma HQ que se tornou uma das minhas favoritas. Não só por ter sido a primeira, mas também por ser baseada em um roteiro perdido de Jim Henson e Jerry Juhl, adaptado para quadrinhos pelo artista Ramón K. Pérez e publicada pela melhor editora do Brasil, a Pipoca e Nanquim. 

Conto de Areia é uma obra cheia de camadas, aberta a inúmeras interpretações. 

No começo, minha interpretação foi quase nenhuma — bem básica, pra ser honesta. Eu não tinha paciência nem prática com a leitura. Passei os olhos rapidamente, parando apenas para admirar a arte: como o artista pensou nas composições, a paleta de cores, as expressões dos personagens. Me perdi na estética e acabei deixando a história de lado. 

Curiosa, fui buscar mais informações na internet e encontrei um vídeo da própria editora (que, aliás, é meu canal favorito no YouTube). Eles comentaram diversas interpretações possíveis da HQ, e uma delas sugeria que a trama era sobre a tentativa do personagem principal de parar de fumar. Achei interessante, então resolvi reler. E, dessa vez, essa foi a interpretação que mais fez sentido pra mim. 

Desde então, me apaixonei tanto pela nona quanto pela sexta arte, mergulhando em HQs, livros e mangás. Aos poucos, fui desmistificando a dificuldade que tinha em entender leituras contínuas e, de quebra, acabei adicionando mais algumas coleções à minha vida. Hehehe 😊 

Agora, te convido a mergulhar nesse universo infinito de HQs e a compartilhar suas experiências comigo! 

Deixo aqui uma dica valiosa: o canal da Editora Pipoca & Nanquim me ajudou muito nessa jornada. Dá uma olhada! 

🔗 Pipoca & Nanquim 

Muito obrigada por dedicarem seu tempo e atenção à minha história. 

Até a próxima! 💜✨ 

Giulia.


Dinossauros, extraterrestres, multiversos… O Cinema nos transporta de épocas em épocas, nos levando a mundos inimagináveis com historias reais e fictícias.

Desde sua origem, o cinema revolucionou sua forma de contar historias. 
De projeções silenciosas aos atuais efeitos visuais, o cinema percorreu um caminho longo.

A arte do cinema me moldou como artista e faz parte de mim todos os dias. Sendo uma grande entusiasta da indústria, estou sempre em busca de novas histórias, referências, reportagens e conhecimentos técnicos sobre o assunto.

E para entender um pouco da influência que ele teve sobre mim, é importante entender também sobre a história até que ele chegasse onde chegou:

Essa coluna será o meu espaço para falar de tudo aquilo que adoro: quadrinhos, filmes, séries, diretores, personagens – histórias em geral. Por isso, prepare-se para entrar no Mundo Geek da Giulia um pouco mais a cada edição.

Até a próxima edição, onde o fantástico e o excêntrico se encontrarão novamente, como em um filme de Tim Burton,

Giu.