Olá, aqui quem fala é a Amanda Santilli, mãe do Gabriel (meu melhor projeto de vida desde os 17 anos, quando me tornei mãe dele). Acabei de completar 42 anos e a entrar no 7° setênio da vida.  

Pausa: não faz a menor ideia do que se trata, não é mesmo?

Pois é, eu também não fazia até mais ou menos 10 anos atrás, quando de forma muito mais frequente começaram surgir meus questionamentos sobre propósito de vida e um milhão de outros pontos que, até então, deviam estar no meu subconsciente ou nem existiam rs. Junto com isso, uma vontade intrigante e expectativas mil sobre como seria completar 40 anos de idade. 

Decidi então levar as questões para minha terapia e fui apresentada à Teoria dos Setênios, desenvolvida pelo filósofo Rudolf Steiner, responsável por idealizar a antroposofia (ciência espiritual ou conhecimento do ser humano, que se apresenta como um caminho em busca da verdade).  

A Teoria defende que a nossa vida é formada por ciclos de 7 anos, onde passamos por transformações significativas que nos ensinam e nos preparam para o ciclo seguinte.  

Setênio – 0 a 7 anos – FASE INFANTIL: estruturação do corpo físico. 

Setênio – 7 a 14 anos – FASE JUVENIL: base para o amadurecimento psicológico 

Setênio – 14 a 21 anos – FASE ADOLESCENTE: base para o amadurecimento social. 

Setênio – 21 a 28 anos – FASE EMOTIVA: de muita experimentação e busca por um lugar. 

Setênio – 28 a 35 anos – FASE RACIONAL: desenvolvimento de habilidades organizacionais e a conquista do lugar. 

Setênio – 35 a 42 anos – FASE CONSCIENTE: desenvolvimento de habilidades sociais e a consolidação do lugar. 

Setênio – 42 a 49 anos – FASE IMAGINATIVA: desenvolvimento de habilidades conceituais e o exercício do altruísmo. 

Setênio – 49 a 56 anos – FASE INSPIRATIVA: visão mais holística e criativa da vida. 

Setênio – 56 a 63 anos – FASE INTUITIVA: liberdade no agir e a busca por uma nova missão. 

Entre meus estudos sobre o tema, encontrei numa matéria do site Ecosocial, o provérbio chinês: “Levamos 20 anos para aprender, 20 anos para lutar e 20 anos para nos tornarmos sábio”.  

Pois bem, deu para associar meus questionamentos que iniciaram há 10 anos? Está tudo bem se ainda não faz sentido para você, tá?

Mas para contextualizar um pouco mais vou trazer aqui o que vinha em minha mente quando imaginava meus 40 anos: 

  • Que eu seria mais gentil comigo; 
  • Menos preocupada com o que os outros pensam; 
  • Que me sentiria mais livre para testar coisas pela primeira vez com menos cobrança; 
  • Que tomaria a decisão de trabalhar por um propósito maior e admirar, direcionar, mas principalmente aprender com as pessoas com quem trabalho, convivo e troco as experiências de vida e evolução humana; 
  • Seria mais feliz e grata na simplicidade; 
  • Seria mais conectada com a natureza; 
  • Praticaria yoga; 
  • Procuraria vistas incríveis no alto de uma montanha após uma trilha bacana, e; 
  • Cuidaria com mais carinho da minha saúde mental e espiritual.

Ufaa rs

Pois bem, querido(a) leitor(a), posso dizer que felizmente tenho experimentado todas essas coisas, umas com mais intensidade e outras menos. Em alguns momentos de forma natural e outros frustrados, assim como é a vida independente do setênio

Também tenho me preocupado mais com o aumento da frequência das dores na lombar… haha

E passado por momentos até então inesperados com o adoecimento ou a partida de familiares amados.

Mas além disso, me divirto ao comparar minha geração com as novas e sinto na pele quando meu filho e enteados me corrigem quando solto alguma gíria antiga ou desatualizada ou não me deixam postar fotos deles haha. 

Enfim, essa coluna será dedicada aos meus tão aguardados 40 anos, ou melhor, o 7° setênio, suas aventuras, frustrações, aprendizados e evolução.   

Vem comigo?

Amanda.