Querido diário, 

Desde que me entendo por gente, minha cabeça sempre foi invadida por perguntas e porquês. As perguntas variavam de “por que o céu é azul?” a “por que não rolamos ou caímos se a Terra é redonda?” ou “O que eu quero ser quando crescer?”.  

A questão é que, mesmo com o passar do tempo, com a física e a ciência respondendo a muitas dessas dúvidas – e outras ainda sem resposta –, continuo com uma série de questões na cabeça. Ultimamente, percebo que troquei o “porquê” por outro verbo, talvez um que expresse ainda mais incerteza: o “será”. 

Esses dias, fui dormir com um turbilhão de “serás”: Será que fiz a faculdade certa? Será que estou no caminho certo? Será que deveria estudar mais? Será que não deveria fazer mais cursos? Será que não deveria ter escolhido uma área que pagasse mais? Será que já não deveria ter filhos? Será que eu quero ter filhos? Será que estou velha demais para escutar playlists da Disney? 

Enfim, são muitos “serás”, mas vou te poupar de alguns deles.  

O ponto é: será que existe uma resposta certa para todas essas perguntas?  

Com exceção da playlist da Disney – você nunca estará velha demais para escutar ou assistir a um filme! Uma vez postei um story comentando como estava me sentindo e fiquei surpresa com a quantidade de pessoas que me responderam dizendo que também estavam passando por isso.  

Parece que o “será” não é só meu, mas algo que muitos estão sentindo. E, atualmente, esse “será” está completamente ligado ao meu trabalho, bens materiais, estudos e futuro. 

Principalmente porque tenho o péssimo hábito de me comparar com os outros – às vezes até com meus pais, tios, primos e amigos. Fico pensando: “Nossa, na minha idade, eles já tinham casa, carro, filhos, estavam em uma área definida, cresceram e consolidaram uma carreira”. Ou vejo diversas pessoas que sigo nas redes sociais que, com a minha idade, já conquistaram muitas coisas, tanto no ambiente de trabalho quanto fora dele. Claro, existem muitos contextos e diferenças sociais, mas me pego refletindo sobre como parecia que eles já tinham “tudo” e, principalmente, uma certeza sobre o caminho a seguir.  

Hoje, me pergunto: será que devemos lamentar ou celebrar o fato de estarmos cheios de questionamentos?  

Talvez o que estou fazendo agora não defina o que farei pelo resto da vida. E, pensando bem, isso não precisa ser algo ruim. 

Lembro que, há uns três anos, meu namorado disse que queria desistir da área de produção audiovisual, porque não encontrava muitas oportunidades. E veja só, hoje ele trabalha na área e está crescendo bastante. Uma outra amiga, já com uma formação, pós-graduação e carreira consolidada, decidiu começar outra graduação com perspectivas completamente diferentes. Ela não permitiu que um único caminho definisse o futuro dela, e isso me fez pensar: por que eu deveria? 

Esses dias, enquanto rolava o feed, assisti a um vídeo de uma moça contando sobre seu passado. Ela mencionou que teve a oportunidade de fazer uma entrevista para a Elle, mas ficou doente no dia. Sonhava em cursar jornalismo, mas não conseguiu a bolsa. E me perguntei: e se ela tivesse feito a entrevista ou ganhado a bolsa, como estaria hoje? Melhor ou pior? Ela falava sobre como seria interessante se existisse um multiverso, onde pudéssemos ver as oportunidades e caminhos que não seguimos e como nossos “outros eus” estariam. Talvez alguns estivessem melhores em certas áreas, e piores em outras. No fim das contas, nunca saberemos se estamos no “caminho certo”. 

E então, me pergunto: será que essa ideia de “caminho certo” não é ultrapassada?  

Fomos ensinados que existe uma fórmula: formar-se na escola, depois na faculdade, fazer uma pós-graduação, quem sabe um doutorado, e seguir a trilha de Jovem Aprendiz, estagiário, analista, gestor… Mas olhando ao meu redor, vejo que nem todos seguem essa rota. Nem todos podem e conseguem. Claro, alguns seguiram essa fórmula à risca e encontraram sucesso, mas há muitos outros que criaram suas próprias fórmulas – e essas, talvez, sejam as mais interessantes. 

No final, talvez o que realmente importa não é o caminho que seguimos, mas como escolhemos trilhá-lo. É, diário, talvez esse papo até lembre uma conversa de coaching, mas fez sentido?  

Beijos, e até a próxima! 


Querido diário,  

nas últimas semanas venho percebendo uma tendência que só cresce: colaboradores se tornando influenciadores das próprias marcas. Interessante, né? Mas e nós, os “CLTzeiros”, o que achamos disso?  

Confesso que ainda estou em cima do muro, sem uma opinião completamente formada. Porém, algumas coisas que observei realmente me chamaram atenção, e acho que você vai gostar de saber mais:. 

Já te contei que vídeos mais “caseiros”, com aquela pegada autêntica, têm atraído muito mais público e engajamento na internet? Pois é, e faz todo sentido que nós, colaboradores, comecemos a criar esse tipo de conteúdo.  

Não é só bom para as empresas, mas também para quem está por trás da câmera.  

Afinal, você aprimora sua comunicação, expande sua rede, melhora sua presença online e, quem sabe, descobre uma nova paixão. Sem falar que, com o tempo, isso pode até render uma graninha extra, né? 

Lembra quando mencionei algumas ações que me chamaram a atenção? Vou deixar registrado aqui. Não consigo eleger uma favorita, até porque, sendo pisciana, se eu lembrei de todas, é porque realmente todas me impactaram de alguma forma. Vamos lá:  

A propósito, você lembra daquela história da colaboradora da Stone que postou um vídeo por engano no Carnaval de 2024? Ela acabou publicando na conta errada!  

E, olha (espero que minha chefe nunca leia isso), mas… já aconteceu comigo também! Acho que essas gafes são mais comuns do que imaginamos rs.

O mais legal é que a Stone soube tirar proveito da situação, transformando o erro em uma oportunidade criativa. Eles usaram o jingle “Bota para girar no modo Stone” e brincaram com a situação nas redes sociais, onde a colaboradora logo twittou: “Vocês acharam que eu ia rodar, mas aqui na Stone a gente só bota para girar”.  

Resultado? Viralizou, claro! E, além de tudo, trouxe uma visibilidade superpositiva para a empresa. 

Ah, e outra marca que soube fazer isso muito bem é o Steal The Look. Acredite, diário, eles já faziam isso quando esse conceito de influencer e colaboradoras ainda era tudo mato.  

Desde que acompanho o time, lá por volta de 2018, os colaboradores já tinham uma presença ativa nas redes sociais e no blog, compartilhando suas experiências com produtos de moda e beleza. 

Não posso deixar de citar a Guardaroba e a Naotenhoroupa. As meninas dessas marcas arrasam, mostrando o dia a dia de forma super próxima. Elas fazem vlogs da rotina, celebram aniversários, dividem as escolhas do time, dão opiniões pessoais e compartilham dicas. O melhor de tudo? Criaram uma comunidade fortíssima! 

Bom, diário, eu confesso que tenho uma lista de outras marcas, mas você sabe como é: quando começo a falar (ou escrever), não paro.  

Então, por hoje, acho melhor encerrar por aqui. Mas espero que este registro não seja esquecido, e claro, sempre que lembrar de alguma marca, voltamos aqui para anotar. 

Ah, antes de me despedir, preciso te contar que o Repassa também está investindo nisso. No TikTok e no Instagram, dá para acompanhar tudo de pertinho!  

É isso, nos vemos na próxima… 

Até mais diário!  

Gabi.