
O dia que resolvi aprender a tocar bateria
#4 Do sonho adolescente à realidade
– e toda a diversão no caminho
Comentei por aqui rapidinho que aprender a tocar bateria era um sonho de adolescência, e que esse ano de 2024, além de começar uma nova graduação, decidi tirar a poeira desse sonho antigo que ainda é um sonho muito atual! Pega o café e cola comigo que vou te contar tudo:
Sou de uma geração em que um dos sonhos de qualquer adolescente não era virar tiktoker (rs), mas sim ter uma banda! Minha pseudo-banda tinha até nome: Dark Rose (sim, era emo). Ninguém sabia tocar nada, mas a ideia era aprender e fazer acontecer. Claro, o “negócio” não rolou (mas a Dark Rose ainda vive no coração da galera – CC: Nikki, Miriam, Paulo e Bruna). Minha função na banda? Isso mesmo: baterista ✨
Na real, ainda quero aprender vários outros instrumentos porque eu amo música, mas a bateria… ah, a bateria é o que faz meu coração pulsar de verdade!
E aí, num daqueles processos de repensar a vida, as escolhas, o que ainda fazia sentido pra mim, essa ideia de aprender bateria veio com tudo. E sabe o que deu o empurrão final? Uma aula de anatomia!
Pois é, foi nessa aula que o professor explicou como os neurônios se comportam quando aprendemos algo novo, o quanto nosso cérebro cresce por conta da neuroplasticidade e a importância de manter a mente ativa para prevenir doenças como a demência. Juntei essa informação com a busca por um hobby (porque a vida não é só trabalho, né?), e em maio desse ano comecei minhas aulas de bateria. Spoiler: meu único arrependimento é não ter começado antes!
Eu sei, eu sei, a bateria parece intimidante – coordenação motora super exigida, todas as quatro extremidades trabalhando junto. Mas juro que não é tão complicado!
Tá, não vai achando que você vai se sentar e sair tocando como o Eloy Casagrande. Você precisa ter paciência e treinar bastante. Eu sempre fui daquelas aceleradas, que quer aprender as coisas pra ontem, mas com a bateria tem sido diferente: estou curtindo o processo (mesmo quando dá aquela raivinha básica de não acertar uma batida ou outra, rsrs). Felizmente, meu professor é o rei da paciência, o que ajuda muito!
2024 tem sido um ano de descobertas e aprendizados pra mim, e tá sendo incrível me permitir viver tudo isso! É como se eu estivesse redescobrindo quem eu sou. Se você tem um sonho guardado ou aquela vontade de aprender algo novo, minha dica é: vai com tudo! Nunca é tarde pra aprender, e não precisa ter um objetivo específico pra começar. Eu mesma não pretendo ter uma banda a essa altura, quero apenas aprender – e isso já é o suficiente. <3
Me diz aqui, que sonho você vai tirar do papel?
Beijo e até a próxima!
A vida adulta e o brilho perdido
#3 Um guia nada sério sobre crises,
boletos e a arte de virar adulto😜
Lembro de um dia ter colocado minha playlist repleta de músicas emo e ter ficado refletindo sobre a adolescente que fui. Nesse dia, cheguei a escrever uma carta para a minha eu de 15 anos, falando sobre as coisas que eu sentia falta da Dani do passado — aquelas que eu não gostaria de ter perdido com o tempo, mas perdi.
Já pensaram sobre isso?
Naquela época, eu tinha muitos sonhos e acreditava com confiança que todos se realizariam facilmente. Era extremamente sociável, fazia parte de grupo de dança, teatro e praticava todo o esporte possível na escola. Tinha coragem, muito mais do que hoje em dia. Mas, diferente daquela época, hoje tenho também a maturidade que nos faz ponderar — algo que na adolescência não existia.
A real é que a vida adulta perde um pouco do brilho. E, se a gente se deixar levar só pelos compromissos dessa fase, ela vai acabar perdendo todo o brilho, não só um pouco, rs. Não, minha vida não é ruim e nunca foi. Realizei muitos sonhos, mas as fases difíceis também se fizeram presentes e muito.
A cada nova década vivida, novas descobertas e obstáculos apareciam — e vão continuar aparecendo. Será sempre assim, tal qual um jogo de videogame. Por muito tempo, fui me deixando levar pelos protocolos e obrigações e fui silenciando aquelas coisas que ainda faziam sentido para a Dani dos 30+.
A vida adulta perde o brilho porque as preocupações que antes eram dos nossos pais sobre nós, agora são nossas. Boletos e mais boletos caem no nosso colo. A carga é pesada, a responsabilidade aumenta muito, e a margem para cometer erros diminui, a depender da sua situação econômica. Quase não temos tempo para apreciar a companhia de quem gostamos. Aliás, nem temos disposição para isso. Eis aí uma das coisas que mais sinto falta daquela época: a disposição.
Ano após ano, vemos amigos indo embora, seguindo suas vidas, e acabamos perdendo o contato. Alguns, inclusive, que eram íntimos, se tornaram completos estranhos. Pessoas novas chegam e vão. Fazer amigos aos 30 é mais complicado, ficamos mais seletivos.
Não é ruim, mas a preguiça de se relacionar é maior, rs. Sair da casa dos pais também não é tão fácil assim, porque a tal da “síndrome do ninho vazio” não bate só neles; bate em nós também, de uma forma diferente, quando percebemos que realmente somos adultos e que chegou a hora de dar “nossos pulos”.
Mas, no meio disso tudo, também aprendi que, mesmo com as responsabilidades e os desafios da vida adulta, ainda podemos e devemos encontrar espaço para redescobrir o que nos traz brilho. Seja na nossa antiga playlist, em um hobby que deixamos para trás ou em novas formas de enxergar a vida, nunca é tarde para reviver — e reinventar — as partes de nós que fazem sentido.
A crise dos 30? Ela pode até roubar algumas coisas, mas também nos dá a chance de encontrar outras que jamais imaginamos que seriam tão valiosas. Afinal, a vida continua sendo um eterno jogo de equilíbrio entre o que fomos, o que somos e o que ainda podemos ser.
Tá, mas quem foi que falou que 30 anos era velho demais?
#2 Compartilhando meus devaneios para chegar nessa resposta com zero respaldo científico e só viagens da minha cabeça!
Desde o primeiro texto que escrevi aqui sobre as crenças limitantes na chegada dos 30, fiquei pensando sobre como esse negócio começou. Porque não me recordo de ninguém chegar e mim e dizer claramente “olha só Dani, nos 30 tudo acaba, tá? Não pode fazer mais nada”, mas essa sensação estava lá e deve ter alguma explicação.
Eis que no meu mais profundo achismo (zero ciência, 100% experiência rs) fiquei lembrando de que quando eu era criança a galera 30+ aparentava ter muito mais idade. Na minha bolha, o pessoal dessa idade era tudo casado, com filho, trabalhava muito, já tinha casa, carro e seguia todo “o protocolo de ser adulto”. Por um tempo pensei que isso fosse apenas fruto da minha imaginação porque quando somos crianças, tudo é muito intenso! Mas comecei a ver nas redes sociais algumas pessoas com a mesma percepção…
Lembro de ter conversado com um tio meu sobre e ele confirmou: não é nóia minha, rsrs! Naquela época realmente a galera tinha uma aparência “mais envelhecida”. O pessoal se casava cedo e tinham filhos porque era normal. Os tipos de trabalho eram em sua maioria aqueles pesados, de ficarem expostos ao sol, o que contribuiu no envelhecimento precoce.
Tá, mas tu vai falar de skincare agora? Eu juro que não, só quis te levar para viajar no fluxo do meu pensamento.
Eis que alguns dias atrás estava, bem princesa, fazendo minha unha quando dei um grito interno “Eureca”! Será que pensava que 30 anos era velho demais porque as pessoas que eu via na infância, com essa idade, aparentavam ser mais velhas? Com as coisas do protocolo de adulto tudo aparentemente resolvido, como ter casa própria, carro e tudo mais?
Não que a indústria não tenha fomentado isso, vide o filme “De Repente 30” com a clássica frase “30 é a idade do sucesso”. Mas vou confessar que não tinha muito na minha memória a história desse filme, olhei ano passado para relembrar o contexto (e sim, acho fofo rsrs).

Se você chegou até aqui percebeu que não cheguei a nenhuma resposta sobre isso. Acho que só a terapia pode ajudar. Mesmo assim, acredito que esse devaneio faz um pouco de sentido, não concorda?
Ah, antes que eu me esqueça: Você não está velha demais para começar seja lá o que queira começar.
Nos vemos em breve!
Daniéli.
Não é tarde demais: De volta a faculdade aos 30+!
#1 Abandonando crenças limitantes, descobrindo novas paixões e me sentindo mais viva do que nunca!
Quem aí, depois dos 30, não pensou que estivesse velha demais para começar algo novo? Seja uma nova graduação, aprender algum instrumento musical ou começar um novo negócio.
O fato é que muitos de nós, 30tões, condenamos a nossa vida a um “fim” – fruto de uma crença limitante que se proliferou como uma verdade e que de verdade não tem absolutamente nada.
Quando eu tinha 26 anos, fiz uma tatuagem de uma frase da música It’s my life do Bon Jovi que diz o seguinte: “I just want to live while I’m alive”.
Apertando a tecla sap: “Eu apenas quero viver enquanto estiver vivo”.

Lembro-me das razões que me fizeram tatuar isso na pele quando a fiz, só que quando chegou os 30, eu esqueci. Fiquei por um bom tempo repetindo que era velha demais para fazer isso ou aquilo, fazia muita piada sobre ser velha para disfarçar a tristeza que sentia de pensar que minhas chances tinham acabado.
Mas espera aí, que chances? Eu ainda não morri!
Sou do time que acredita que ter que escolher uma profissão assim que conclui o ensino médio é cedo demais. Mas dependendo da sua situação econômica, não podemos nos dar ao luxo de ficar esperando descobrir o que de fato queremos exercer profissionalmente. Às vezes, nessa fase a gente até sabe, mas não tem condições de fazer naquele momento e precisamos começar de algum lugar para lá na frente, uns anos depois, poder dar sequência ao plano original. Aliás, feliz é aquele que sabe o que quer desde sempre rs.
No meu caso, a dúvida sempre se fez presente. Assim que concluí o ensino médio me dei uma folga de um ano antes de começar a faculdade.
Naquela época, lá em 2012, optei pela graduação de Relações Públicas e segui com ela até o fim, me formando em 2017. Nesse meio tempo, segui estudando coisas que envolviam comunicação e marketing… Até que em 2022, aos 29 anos, a crise dos 30 deu start (tá, na verdade ela começou nos 28) e eu passei a questionar minhas escolhas.
Dizia a mim mesma que tinha escolhido o curso errado blá blá blá e whiskas sachê, até que eu compreendi que, naquele momento, a escolha que havia feito era a que mais fazia sentido para quem eu era aos 18 anos e que faz parte da evolução humana mudar os interesses conforme a idade passa!
E foi então me recordei as razões que me fizeram tatuar aquela frase da música do Bon Jovi no meu braço.
7 anos depois de terminar minha primeira graduação, iniciei minha segunda graduação. Dessa vez em quiropraxia, na área da saúde. O oposto de tudo que estudei até então e, vou falar: tem sido incrível.


Não carrego mais dentro de mim aquela ansiedade para me formar rápido – como se uma promoção em um trabalho dependesse de um “canudo”. Afinal, eu já tenho um!
Aprender algo diferente do que trabalho no dia a dia também tem sido um motivador. O corpo humano é a máquina mais fascinante que existe. Fazer novos amigos, bem mais jovens do que eu, diga-se de passagem, tem sido divertido. E todas aquelas paranóias que colocava na cabeça caíram por terra. O fato é que enquanto eu estiver respirando e tiver vontade de aprender algo, nenhuma crença limitante vai me parar.
Esse ano, inclusive, comecei a fazer aula de bateria, um instrumento que era meu sonho de adolescente aprender, mas isso é papo para outro texto 😜
Bora acabar com a palhaçada de achar que velha demais para começar algo?
Até mais,
Daniéli.
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